sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O vídeo com a íntegra do discurso de Lula na Sciences Po

Por que será que só a nossa "elite" tem intersse em ouvir FHC e o resto do mundo só que saber de dar ouvidos ao metalúrgico?

https://www.youtube.com/watch?v=XP7kqoKIUvs&feature=player_embedded

 Íntegra do discurso de Lula na Sciences Po (Paris)





Em Londres, Lula não poupa críticas aos líderes europeus


30/9/2011 11:20,  Por Redação, com agências internacionais - de Londres

Lula Lula fala aos líderes empresariais europeus em seminário de revista conservadora

Ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva não poupou críticas aos líderes europeus, na noite passada, por se manterem passivos diante da crise mundial do capitalismo, sem tomar as medidas necessárias para ajudar o bloco a superar as dificuldades. No seminário promovido pela revista conservadora britânica The Economist, nesta capital, Lula disse que “não é bom tomar decisões econômicas de olho em pesquisas eleitorais”. Era uma crítica principalmente à chanceler alemã, Angela Merkel, que tem perdido popularidade interna e resiste a aprovar medidas para ajudar países endividados da zona do Euro, como Grécia e Itália.
Quanto custaria para a Europa ter resolvido o problema da Grécia há dois anos? E olha o que a crise lá está causando para o mundo – disse o ex-presidente.
A Grécia já acertou dois empréstimos com o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI), mas continua com dificuldades para honrar suas dívidas, que já ultrapassam 140% do seu Produto Interno Bruto (PIB). O mercado já dá como certo um calote grego e tem exigido juros cada vez mais altos para comprar os títulos do país.
– Muitos dirigentes hoje não têm experiências com crises. Crises se resolvem com medidas políticas, não econômicas – afirmou Lula, no discurso que durou 38 minutos.
O líder brasileiro sugeriu uma saída óbvia para a estagnação econômica: o aumento do consumo mundial. Para ele, a Europa e os Estados Unidos deveriam financiar o aumento do mercado consumidor em países como China, Índia e africanos para que essas pessoas comprassem produtos do chamado Primeiro Mundo. Lula deu também uma sugestão para os Estados Unidos. Disse que, em vez de ficar dando dinheiro para salvar os bancos, o governo deveria arrumar um jeito de reduzir a dívida dos mutuários, para que eles voltassem a consumir e a movimentar a economia.
Lula chegou à capital britânica na véspera, quando fez uma palestra para investidores estrangeiros durante encontro do grupo espanhol Santander. Nesta sexta, ele participou de uma conferência promovida pela Economist sobre as possibilidades de investimento em mercados como o Brasil e a Índia. Esse foi o seu último compromisso antes de embarcar de volta para o Brasil nesta sexta, após uma semana participando de eventos nos Estados Unidos e na Europa.
O giro internacional começou na sexta passada, quando foi a Washington (EUA) também para uma palestra. Em seguida, viajou a Paris, onde, na terça, recebeu o título de doutor Honoris Causa do Instituto de Estudos Políticos (SciencesPo, na sigla em francês), o maior da França. Na quinta-feira, pela manhã, Lula esteve em Gdansk, na Polônia, onde se encontrou com Lech Walesa, ex-presidente polonês, sindicalista e prêmio Nobel da Paz, para receber um prêmio “em reconhecimento aos seus esforços para conseguir uma cooperação pacífica e a compreensão entre as nações (…) e por sua contribuição para redução da desigualdade social”, segundo nota da fundação Lech Walesa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário