sábado, 28 de abril de 2012

Sempre contra os interesses do povo brasileiro

HÁ 50 ANOS ... EM O GLOBO: 13º TERÁ CONSEQUÊNCIAS DESASTROSAS

Blog do Mello, 26/04/2012

Uma antiga tradição
Globo sempre esteve na contramão do Brasil

Por Antônio Mello

Se a política de cotas nas universidades brasileiras e o ProUni estão levando milhares de jovens brasileiros às universidades, qual a posição da Globo? Confira editorial de ontem publicado no O Globo. Contra, é claro.
É uma tradição da Globo, que eles fazem questão de manter: tudo o que for popular, que leve a uma melhoria na condição de vida especialmente do mais pobre, O Globo é contra.
Rapidamente, só o que me vem à cabeça (quem se lembrar de mais, acrescente, à vontade, porque há muito):

  •     Governo Getúlio Vargas – O governo do salário-mínimo, da legislação trabalhista. Povo a favor, Globo contra. Tanto que, após suicídio de Getúlio, carros de O Globo foram atacados.
  •     Golpe de 1964 – Golpe foi contra reformas que beneficiariam o povo. Globo a favor do golpe.
  •     Diretas Já – Povo nas ruas queria escolher pelo voto o presidente. Globo contra. Chegou a mostrar multidão na Praça da Sé exigindo Diretas Já, como se fosse apenas uma manifestação pelo aniversário de São Paulo.
  •     Leonel Brizola – Povo a favor, Globo contra. Chegou a armar o caso Proconsult para tentar impedir a vitória nas eleições para governador do Rio. Durante toda a vida de Brizola fez oposição sem tréguas a ele, e foi a causa principal de Brizola não ter conseguido ser presidente do Brasil.
  •     CIEPs – O maior programa de educação popular jamais desenvolvido no Brasil. Povo a favor, Globo contra.
  •     Governo do presidente Lula – Assim como o governo do presidente Vargas, o povo a favor, uma aprovação de quase 90%, mas O Globo contra.
  •     Bolsa Família – Povo a favor, Globo contra.
  •     Governo Dilma – o mesmo dos governos Vargas e Lula. Povo a favor, Globo contra.
  •     Queda dos juros bancários – Povo a favor, Globo contra.
  •  
A Globo sempre foi a favor da remoção das favelas no Rio. Seu atual ideólogo, Ali Kamel, chegou a escrever sobre isso.
Como remover a Rocinha, por exemplo, é impossível, a Globo se rendeu (e por receber verbas milionárias do governo Cabral) ao programa das UPPs. Favelas ocupadas pela polícia (a solução do problema dos pobres é sempre a polícia para eles), com serviços legalizados, o que inclui pagamento de mensalidades da NET e Sky, de que a Globo é sócia, e vários “eventos sociais” (orquestra na favela, show na favela etc), em que a Globo fatura com sua empresa de eventos.
Sem contar que todo o projeto de UPPs é desenhado para a segurança da Copa 2014 e das Olimpíadas de 2016. Depois disso, podem apostar, a Globo volta a defender remoção e “porrada neles”.
Porque as Organizações Globo estão onde sempre estiveram, na contramão do Brasil e do povo brasileiro.

Renda das mulheres cresce três vezes mais que a dos homens

O Globo.com, 27/04/12

Renda das mulheres cresce três vezes mais que a dos homens


Fabiana Ribeiro / Letícia Lins


Administrador de empresas Paulo André Nascimento Lamenha, 27 anos, ganha R$ 700,00. A mulher Juliana Feitosa, professora, recebe R$ 1.300,00
Foto: Hans von Manteuffel / Agência O Globo

Administrador de empresas Paulo André Nascimento Lamenha, 27 anos, ganha R$ 700,00. A mulher Juliana Feitosa, professora, recebe R$ 1.300,00 Hans von Manteuffel / Agência O Globo
RIO e RECIFE — A distância entre os rendimentos de homens e mulheres ficou mais curta na década. De acordo com o Censo Demográfico de 2010, o rendimento médio mensal de todos os trabalhos ficou em R$ 1.344,70, alta de 5,5% de 2000 para 2010. Contudo, o incremento para as mulheres (13,5%) foi maior do que o dos homens (4,1%), reduzindo o abismo que ainda persiste entre as remunerações. Em 2000, a remuneração delas representava 67,7% da deles. Em 2010, sobe para 73,8%. Aumento da escolaridade feminina e maior presença no mercado de trabalho ajudam a explicar os avanços, segundo especialistas.
— As conquistas foram no grito. Elas vão precisar gritar muito para encurtar ainda mais essa distância. Essa desigualdade ainda é enorme — disse Hildete Pereira, professora da UFF.
Dos 80 milhões de ocupados em 2010 com rendimento, 46,9 milhões eram homens, que recebiam, em média, R$ 1.509,62. Já as 33,7 milhões mulheres tinham ganhos médios mensais de R$ 1.115,20. Apesar das diferenças, a distância entre os rendimentos caiu em todos as regiões do país.
— A mulher, tradicionalmente, está mais presente em ocupações de menor remuneração. É o caso, por exemplo, dos serviços domésticos, onde 90% dos trabalhadores são mulheres. Contudo, as mulheres têm aumentado sua inserção em outras atividades, onde a presença masculina é maior, como no setor de construção civil. Isso tem ajudado a elevar a renda das mulheres. Ainda assim, a desigualdade continua: há um passivo muito grande — explicou Vandeli Guerra, pesquisadora do IBGE.
Na avaliação de Hildete, as mulheres ocupam empregos mais precários e menos sindicalizados, o que também ajuda a entender os salários menores.
— A despeito de uma escolaridade maior, as mulheres ganham menos. Além do inegável preconceito, a carreira da mulher é travada pela família. É ela a responsável pelos filhos, pela casa. Então, faltam de creches públicas a uma divisão das tarefas domésticas mais igualitária.
As estatísticas aparecem no orçamento do casal de pernambucanos Paulo André Nascimento e Juliana Feitosa. Formado em administração, ele ganhava R$ 700 na empresa em que trabalhava. Já Juliana recebe R$ 1.300 como professora do estado;
— Sei que ele tem condições de progredir e que essa situação é provisória — afirma Juliana.
E é provisória mesmo. Ontem foi o último dia de Paulo André na empresa. Ele fez concurso para a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), estatal que cuida da água e esgoto no estado. O jovem vai passar a ganhar R$ 3 mil. Mas Juliana também já sonha com voos mais altos. Está concluindo jornalismo, concilia a escola com um estágio e espera ganhar mais quando terminar a universidade. Só não sabe se vai superar o companheiro de novo.

Os bancos, a desigualdade e o ocaso da velha Europa

Draghi, do BCE: trabalha para a Europa ou para o Goldman Sachs?


Jornal do Brasil, 28/04/2011

 


Os bancos, a desigualdade e o ocaso da velha Europa


Por Mauro Santayana

 


Pode ser um bom sinal: chamado às falas pelo Parlamento Europeu e pela Comissão Européia, o fiel funcionário do Banco Goldman Sachs,  que preside ao Banco Central Europeu, Mário Draghi,  gaguejou. Não pôde explicar aonde foram parar o trilhão de euros que os países centrais da Europa emitiram e entregaram ao BCE, a fim de recuperar a economia do bloco. De acordo com Michel Barnier, Comissário da União Européia encarregado do mercado interno do grupo, que inclui os serviços financeiros, e de Durão Barroso, o presidente da Comissão Européia, os bancos beneficiados com os recursos, repassados pelo BCE a juros inferiores a 1%, não os usaram no estímulo à economia. Ao contrário, continuaram emprestando aos estados em dificuldades, a juros que vão de 6 a 10%. Quanto mais dificuldades enfrentam, mais altos são os juros, em uma espiral  de arrocho, desemprego e miséria de seus povos.

Mesmo com os imensos recursos de caixa, os bancos privados – encabeçados pelo famigerado Goldman Sachs – reduziram seus financiamentos às empresas em 30% e os empréstimos aos correntistas privados em 43%. As condições para a concessão de créditos à economia real se tornaram ainda mais  duras. E os empréstimos aos Estados se fazem sob exigências draconianas.

O Banco Central Europeu não pode emprestar diretamente aos Estados. Como todos os bancos centrais, eles são servidores dos banqueiros, e, de modo geral, operam com autonomia. Temos que sujeitar o nosso Banco Central ao controle direto do poder executivo.

Os bancos, na confidência de um banqueiro europeu anônimo, usam os empréstimos do BCE para refinanciar seus balanços, e soltam o dinheiro a filete de água para o financiamento da produção, do comércio e dos serviços. Esse procedimento faz com que a Europa siga o desastre americano e inglês, que se iniciou em 1980, com Madame Thatcher e Reagan. Nestes últimos trinta anos, nos Estados Unidos, o famoso um por cento dos americanos mais ricos viram sua renda multiplicar 300 vezes. Os americanos mais pobres tiveram um aumento de 40% em seus rendimentos, mas em conseqüência da participação intensiva das mulheres no trabalho. Essa participação, exigida pela crescente dificuldade dos lares, fez com que houvesse uma melhoria na renda familiar. Sem isso, só com o trabalho dos homens, não teria havido nenhuma melhoria.

A economia moderna – na avaliação de John Plender, um dos mais lúcidos analistas do Financial Times – parece ter duas pistas: uma de altíssima velocidade para os ricos, e outra, vagarosa, para os pobres. Segundo o próprio Financial Times, em matéria de janeiro deste ano, os conselhos de administração das grandes empresas, notadamente as do setor financeiro, têm fixado a remuneração de seus presidentes-diretores gerais em 400 vezes o salário de seus empregados de base. Há três décadas, essa diferença,  já extremamente injusta, era de 40 vezes.

O sistema financeiro se tornou incontrolável, nos quadros legais de hoje, na medida em que se tornou grosseiramente obeso, na observação do mesmo jornal britânico.

Os estados nacionais abdicaram do senhorio da moeda, em favor do BCE (leia-se, do Goldman Sachs) mediante o Mecanismo Europeu de Estabilização. Os gestores desse “Mecanismo”, entre outros absurdos, não podem ser processados pela justiça. São invioláveis e impunes, cometam as irregularidades que possam cometer. Por essas razões, começa a crescer, nos meios políticos europeus, a idéia de que é preciso estatizar logo os bancos, antes que a impaciência popular leve a soluções radicais,  mediante a articulação revolucionária, ou a ascensão da extrema-direita, que tampouco ama os banqueiros.

O controle mais efetivo da moeda pelos Estados, e sua intervenção direta  no processo econômico são o caminho natural para impedir o fim do sistema democrático, ao reduzir a brutal desigualdade entre ricos e pobres e entre países marginalizados pela pobreza e as economias mais desenvolvidas.

Mário Draghi reconheceu que os bancos não atuam como seria de esperar. E prometeu dar explicações mais detalhadas das providências que pretende tomar. Vamos ver o que dirá o fiel servidor do Goldman Sachs.

Embraer: Responder aos interesses estratégicos do Estado

Esta sentença sintetiza muito bem o caso: "Uma empresa como a Embraer deve ser gerida por princípios do mercado, para ter competitividade, mas responder aos interesses estratégicos do Estado".

A Embraer tem, absolutamente, que responder aos interesses estratégicos do Brasil. Se não está fazendo isto, o Governo deve intervir, sim, e fazê-la atendê-los.



FONTE: ISTO É


“Intervenção branca” na Embraer?




Privatizada em 1994, a Embraer em quase duas décadas experimentou um crescimento vertiginoso e passou a ocupar a liderança mundial do mercado de jatos comerciais de pequeno e médio porte. Em parceria com a FAB, transformou o Super Tucano numa bem-sucedida aeronave de ataque leve. Essa trajetória ascendente sempre foi atribuída ao comando do engenheiro mecânico Maurício Botelho. Ele entrou na empresa em 1995, assumiu a presidência em 2007, mas saiu de lá em janeiro, após renunciar ao conselho de administração. Embora tenha alegado “razões pessoais”, a saída de Botelho não foi um fato isolado. Nos últimos seis meses, pelo menos 17 executivos deixaram seus cargos, entre eles o vice-presidente para a área de Defesa e Segurança, Orlando Ferreira Neto, e o diretor de Inteligência de Mercado, Fernando Ikedo. A Embraer, que mantém reserva sobre boa parte das mudanças, sustenta que se trata de um “turnover natural”. Mas fontes do setor e ex-funcionários ouvidos por ISTOÉ classificam as trocas como uma espécie de “intervenção branca”. O governo federal estaria insatisfeito com o que considera uma “gestão conservadora” da turma de Botelho.
Um dos indícios mais fortes do movimento do Palácio do Planalto para influir nos rumos da Embraer foi a eleição do secretário do Tesouro, Arno Augustin, como conselheiro titular da companhia. Disposta a retomar o segundo assento a que o governo tinha direito no conselho de administração da Embraer, a presidenta Dilma Rousseff indicou para o cargo alguém de estreita confiança, figura de proa do PT gaúcho e contemporâneo dela na gestão Olívio Dutra (1999-2002), no Rio Grande do Sul. No conselho da Embraer, o governo tem mais uma cadeira, ocupada por representante da FAB, que exerce papel estratégico por meio de uma golden share.
A influência do governo na empresa é tabu e ninguém fala oficialmente a respeito. Antes de ser demitido em novembro, porém, Orlando Neto esteve em Brasília com o ministro da Defesa, Celso Amorim, que cobrou uma contrapartida da Embraer aos investimentos que o governo tem feito na área de Defesa da empresa. Desde 2009, quando foi lançado o projeto do cargueiro militar KC-390, a Embraer já recebeu mais de R$ 1 bilhão em repasses federais. Apesar da pressão, a fabricante prefere não ousar, acuada pela crise no setor de jatos comerciais. Negou-se a apostar em parcerias negociadas pelo governo com outros países para o desenvolvimento de novos produtos. Rejeitou ajuda dos franceses da EADS para resolver um problema de projeto da porta traseira do KC e não aceitou a proposta da Índia de desenvolver uma aeronave-patrulha com maior autonomia e capacidade antissubmarino. Preferiu se dedicar a um projeto mais simples de aviões-radar. Os indianos acabaram comprando dos Estados Unidos.





“Uma empresa como a Embraer deve ser gerida por princípios do mercado, para ter competitividade, mas responder aos interesses estratégicos do Estado”, sintetiza o coronel reformado Geraldo Cavagnari, da Unicamp. Dentro dessa lógica, Salvador Raza, professor de planejamento estratégico do Centro para Estudos de Defesa Hemisférica, da National Defense University, em Washington, alerta que a produção de Super Tucanos e o projeto do cargueiro KC-390 não são suficientes para garantir o futuro da Embraer. A perda do contrato para os EUA, por exemplo, reduziu ainda mais as chances de popularizar a aeronave de ataque no mundo. E o KC enfrentará o poderoso lobby americano da Lockheed Martin, com o consagrado C-130J. “A empresa não está conseguindo gerar uma visão estratégica que faça sentido do ponto de vista comercial e industrial na área de defesa, e tampouco consegue alinhar-se aos interesses do governo”, avalia Raza. Para o especialista, as demissões são “o remédio errado para a doença errada” e só agravará o problema. “Trazer gente do governo para dentro da empresa é legítimo, mas o problema da Embraer é que ela não consegue gerar um sistema de defesa que seja competitivo em nível internacional”, diz. Ele acredita numa ruptura irreversível, caso não haja uma mudança real em quatro meses.
Na área civil, a fabricante brasileira já sofre com a proliferação de jatos executivos e aviões comerciais médios. Uma parceria com a Bombardier foi cogitada na visita do governador-geral do Canadá, David Johnston, a Brasília na semana passada. Mas o presidente da Embraer, Frederico Curado, no cargo desde 2007, acha prematuro disputar mercado com gigantes como a Airbus e a Boeing, e não vê necessidade de promover um ajuste de rota.

Serviço Secreto dos EUA muda regras de conduta após escândalo


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http://www.youtube.com/watch?v=lgnx_oN16Eo




Serviço Secreto dos EUA muda regras de conduta após escândalo


28/4/2012 11:36,  Por Redação, com Reuters - de Washington 


O Serviço Secreto dos Estados Unidos proibiu que seus agentes consumam bebidas alcoólicas em exagero e levem estrangeiros para seus quartos de hotel durante viagens ao exterior, após o escândalo sobre o suposto relacionamento com prostitutas na Colômbia neste mês.
As novas regras de conduta divulgadas nesta sexta-feira também proíbem visitas a “estabelecimentos não conceituados”, presumivelmente clubes de striptease, e dizem que agentes devem obedecer as leis norte-americanas mesmo quando no exterior.
Uma cópia foi fornecida à agência inglesa de notícias Reuters pelo Serviço Secreto e um porta-voz disse que as regras estavam em vigor imediatamente.
O anúncio das novas regras acontece duas semanas depois do escândalo de que agentes secretos e militares teriam levado prostitutas para seus quartos de hotel durante uma noite de bebedeira e farra na cidade colombiana de Cartagena, pouco antes da chegada do presidente norte-americano, Barack Obama, para uma reunião da Cúpula das Américas.
Nesta semana, o Serviço Secreto começou a investigar as alegações de um caso semelhante de mau comportamento antes de uma viagem presidencial a El Salvador em 2011, o que parece contradizer os argumentos oficiais do governo de que o episódio colombiano deve ter sido uma anomalia.
Com o anúncio dessa sexta-feira, a agência tenta encerrar um capítulo de seu pior caso de suposto mau comportamento em décadas, que constrangeu os Estados Unidos e ofuscou a participação de Obama na cúpula.