quinta-feira, 3 de abril de 2014

Teoria da conspiraçã​o sobre o avião da Malaysia Airlines

Para quem gosta de teorias da conspiração, esta é ótima!

Ivan





03 Abril 2014



Novidades sobre o avião desaparecido

 
Por Fernando Tavares


Laura Botelho, Escritora e Pesquisadora, surpreende-nos com esta versão do misterioso desaparecimento do MH-370 da Malaysia Airlines. 
Afirma Laura:
Quando a própria media, convencional e respeitada, invoca um ar de suspense sobre o desaparecido avião após todas as hipóteses cientificas terem-se esgotado para saber o que aconteceu ao MH-370, algo de estranho se está a passar. Numa altura que se recrutam pessoas para ir a Marte, torna-se difícil explicar que não se consiga encontrar um “aviãzinho”! Vamos fazer um diagnóstico sobre este estranho caso, reunindo as peças do puzzle que se conhecem. 

Assim:
O Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines, tem uma reconhecida boa segurança, é dito até ser um dos mais seguros devido à sua tecnologia. No avião encontravam-se 239 passageiros. Sete eram crianças.
O Vôo MH-370 partiu do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur às 00:41 de sábado (16:41 GMT sexta-feira), e deveria chegar a Pequim às 06:30 (22:30 GMT) - um pouco mais de 7h de vôo. O Capitão Zaharie Ahmed Shah, tinha mais de 18.000 horas de vôo e era funcionário da companhia aérea desde 1981 - 33 anos de casa.

Foram confirmados que estavam a bordo, 20 funcionários (12 da Malásia e 8 da China) da empresa  FreescaleSemiconductor   - uma empresa de tecnologia com sede no Texas com bases em Kuala Lumpur e Tianjin, China. A Freescale Semiconductor desenvolve micro-processadores, sensores e outras tecnologias que executam funções de computação em sistemas electrónicos nos últimos 50 anos. 

A Freescale tinha acabado de lançar um novo "gadget" de guerra electrónica para sistemas de radares militares nos dias que antecederam ao desaparecimento do Boeing. Aparentemente, esta patente seria aprovada 4 dias após o desaparecimento do vôo, e o que estaria em jogo seria exactamente o direito à patente.

O valor da patente seria dividido assim -  20% para Freescale Semiconductor +20% para cada um dos 4 funcionários, os quais estariam no aviãoCaso eles não sejam encontrados, a Freescale Semiconductor terá controle completo da patente. Se um detentor de patente morre, em seguida os titulares restantes dividem igualmente os dividendos do falecido, se não houver  testamento. Se quatro dos cinco morrem, então o titular da patente restante fica com 100% da patente. Os detentores de patente podem alterar o produto legalmente, passando para os seus herdeiros. No entanto, não podem fazê-lo naturalmente, até que a patente seja aprovada, o que não aconteceu, pois o avião desapareceu!

Quem são os outros 20% de accionistas da Freescale ? Incluem o Grupo Carlyle de investidores da private equity, cujo conselheiros no passado incluíram o ex-presidente americano George Bush  pai, e ex-primeiro-ministro britânico John Major. Clientes de destaque da Carlyle, incluem a Saudi Binladin Group, a empresa de construção de propriedade da família de Osama Bin Laden.

Sabe-se que uma carga altamente suspeita estava a bordo do avião em 8 de Março, declarada  "publicamente como pilhas de lítio". Por este facto, teria Moscovo notificado o Ministério de Segurança do Estado da China (MSS) da sua preocupação quanto a essa carga, e Moscovo recebeu dos chineses a garantia de que todas as medidas seriam tomadas a fim de se verificar o que estava a ser mantido tão escondido, quando a aeronave entrasse no seu espaço aéreo Chinês.

Mas vamos a uns pormenores até agora pouco conhecidos: 

O voo MH-370 foi aparentemente desviado do seu curso por controlo remotoMonitorizado por satélites e radares VKO no Oceano Índico, voou quase 3.447 km (2.142 milhas) para o atol de Diego Garcia.
A alegação, é que um controlo remoto (tipo drone) pode ter sido usado para controlar o avião, a sua velocidade, altitude e direcção através do envio de sinais de rádio sem a interferência dos pilotos. 
Ora, os EUA têm tecnologia capaz para desviar o avião para a sua base em Diego Garcia, ou para outra base qualquer, pois esta aeronave 777-200ER Boeing está equipada com um sistema fly-by-wire (FBW), que substitui os controles de vôo manuais convencionais de uma aeronave, com uma interface electrónica (controlo remoto) que lhe permite controlar qualquer aeronave deste tipo.

Entretanto, m
oradores nas Maldivas, afirmam ter visto um avião a voar baixo às 6:15h em 8 de Março, cuja descrição é aproximada do MH-370. Um especialista em aviação local, disse que provavelmente o avião teria sobrevoado as Maldivas. A possibilidade de qualquer aeronave sobrevoar a ilha no tempo e hora relatado, é extremamente baixa, acrescentou o especialista.

Testemunhas oculares do Kuda Huvadhoo, concordaram que o avião estava a voar de Norte para Sudeste, em direcção ao extremo sul das ilhas Maldivas. Também confirmaram o barulho incrivelmente alto que o avião fez quando voou sobre eles. Sabe-se que o avião, após ficar incontactável, passou para uma altitude de 3.000 pés, naturalmente para escapar à maioria dos radares

Habitantes das Maldivas:


"Eu nunca vi um avião voar tão baixo sobre a nossa ilha". "Vemos hidroaviões, mas tenho a certeza de que este não era um desses", disse uma testemunha ocular. "Algumas pessoas saíram das suas casas, para ver o que estava a causar este barulho tremendo".


Tudo indica que o avião desaparecido estará em Diego Garcia, uma base militar muito peculiar e importante dos EUA.  A matemática para a quilometragem e o tempo vôo, coincidem perfeitamente com os factos apresentados aqui, para mostrar que essa busca permanente de um avião que caiu no oceano é simplesmente um logroAcho que isto resume tudo sobre esta farsa, montada para encobrir algo secretamente muito pesado. Talvez um dia venhamos a conhecer os motivos desse desvio de rota. Basta ficarmos atentos. Temos que pesquisar e compreender o "modus operandi" de e como nos enganam com tanta facilidade.


PS- Quando do meu primeiro artigo sobre este assunto, recebi uma opinião que deixo para vossa apreciação, e que coincide com esta hipótese. Neste primeiro artigo, foi dito que seriam técnicos americanos que iriam a bordo, mas não, esses técnicos afinal são malaios e chineses ao serviço da empresa Texana.


Não se admirem que nos próximos dias, apareçam 
destroços no Índico, confirmando assim a tese da queda da nave no mar. Na minha modesta opinião, o avião poderá ter estado a sofrer um desmantelamento cirúrgico em «Diego Garcia», para que esses restos sejam transportados num submarino e largados algures nas zonas de buscaResultado oficial, "o avião espatifou-se definitivamente no Índico", assunto encerrado!

Por fim:
O canal Discovery Channel, vai emitir um documentário sobre avião Malásia 370, 'O Mistério do Avião Desaparecido’ é o nome do documentário de 60 minutos que irá para o ar no dia 13 de Abril. Naturalmente não passará por pareceres técnicos, este caso é demasiado confidencial para ser discutido em público.


Adenda: E se o avião da Malaysia Airlines estiver numa base secreta dos EUA? (Visão)

Quarta feira, 2 de Abril de 2014

E se o avião da Malaysia Airlines estiver numa base secreta dos EUA?
Apesar dos vários detalhes difíceis de justificar na sua história, Jim Stone, jornalista independente, garante que um dos passageiros norte-americanos a bordo do Boeing 777 da Malaysian Airlines conseguiu enviar uma foto acompanhada de uma mensagem, com coordenadas GPS que localizam, alegadamente, o aparelho desaparecido na base militar norte-americana de Diego Garcia, numa ilha a sul das Maldivas, no Oceano Índico.  
"Fui feito refém por militares depois de o meu voo ter sido sequestrado, Trabalho para a IBM e consegui esconder o meu telefone no rabo (sic) durante o sequestro. Fui separado dos outros passageiros e estou numa cela. O meu nome é Philip Wood. Acho que fui drogado e não consigo pensar com clareza". Terão sido estas as palavras gravadas pelo passageiro e transformadas em texto escrito pelo aparelho, um iPhone 5. A imagem, por seu lado, é completamente negra, mas, a partir das suas propriedades, Stone garante que é possível perceber as coordenadas GPS e especula que tenha sido tirada num local escuro.
Esta não é a primeira teoria a colocar o MH370 em Diego Garcia. Há uma semana, um utilizador do YouTube partilhava na mesma rede a convição de que o avião desaparecido aterrou na base militar no dia 8 de março, estacionando num hangar fechado para impossibilitar as comunicações com o exterior.
Por outro lado, a 18 de março, um relato publicado no Malaysian Insider dava conta de que os dados recuperados do simulador de voo que o piloto tinha em casa mostravam várias simulações de aterragens em Diego Garcia.

Abilio Diniz: Crescimento da economia não depende só do governo

UOL, 03/04/2014


Crescimento da economia não depende só do governo


Por Abilio Diniz
Especial para o UOL


Ao longo da minha vida, sempre procurei fazer tudo o que depende de mim e não ficar esperando que os outros façam isso ou aquilo. Se alguma coisa dá errado, eu olho no espelho, não pela janela.
Não procuro buscar desculpas ou culpados pelos erros. Pergunto sempre: será que eu fiz certo aquilo que depende de mim? Essa é a maneira que eu encaro a vida.
Hoje, no nosso país, vejo uma grande quantidade de pessoas se queixando do governo e dos governantes. Não nego que existam motivos para descontentamentos. Muita coisa poderia ser feita de forma diferente, e os brasileiros se sentiriam mais satisfeitos. Mas, embora existam muitas razões para nos queixarmos dos governantes, estou sempre indagando: será que estamos fazendo aquilo que depende de nós?
Não quero minimizar os problemas brasileiros, eles precisam ser enfrentados. Mas, se continuarmos apontando os erros dos governantes enquanto fizermos a nossa parte, o Brasil poderá ter mais crescimento e mais desenvolvimento.
O caminho para esse desenvolvimento é o aumento da produtividade, com mais gestão, mais investimentos e mais capacitação dos trabalhadores.
Foi o que sempre procurei fazer ao longo da minha vida, primeiro no Grupo Pão de Açúcar e agora na BRF. São duas empresas muito diferentes, atuando em setores distintos. Mas, como ensino aos meus alunos do curso de liderança da Fundação Getulio Vargas, todas as empresas são, na essência, gente e processo, processo e gente. Ter os processos mais adequados de gestão e produção aplicados pelas pessoas mais capacitadas.
Seguindo essa fórmula, simples, mas não necessariamente fácil, a produtividade aumenta, a empresa prospera, os investimentos dão retorno. É disso que as empresas precisam, é disso que a economia brasileira precisa.
Nos últimos anos, o Brasil desfrutou do bônus da estabilização econômica e política e de uma conjuntura global favorável, combinação que nos permitiu dar um salto de desenvolvimento com inclusão social. Dezenas de milhões de pessoas entraram no mercado consumidor, milhões de empregos foram criados. A taxa de desemprego, que iniciou o século acima dos 10%, caiu para menos de 6% hoje em dia.
O alto desemprego no início da estabilização e a capacidade de produção ociosa forneceram mão de obra e meios relativamente baratos para as empresas expandirem a produção. Mais emprego trouxe mais renda, que aumentou a demanda por produtos, expandiu o mercado e estimulou novos investimentos.
Este círculo virtuoso, porém, atinge seus limites, e a produtividade é o caminho para sustentar o desenvolvimento, como mostra estudo recente do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
De autoria dos economistas Regis Bonelli e Julia Fontes, a pesquisa mostra como a economia e a produção brasileira cresceram absorvendo aquele enorme contingente de desempregados - principalmente no setor de serviços, intensivo em mão de obra -, sem precisar aumentar a produtividade média do trabalhador de forma significativa, como ocorreu em outros países.
Mas, com o Brasil rodando praticamente a pleno emprego e a transformação demográfica que reduziu o número de filhos por família, não é possível mais crescer via aumento do emprego e do consumo interno. O Ibre aponta que, mesmo mantido o atual (e insatisfatório) ritmo de crescimento da economia, faltaria trabalhador no mercado, como já ocorre em algumas áreas.
O caminho para o crescimento agora passa necessariamente pelo aumento da produção média de cada trabalhador, não mais pelo aumento do número de trabalhadores.
Não é um caminho fácil, mas é um caminho claro. Não depende só das empresas e dos trabalhadores. Entre os maiores entraves à produtividade brasileira estão a precariedade da infraestrutura e a baixa qualidade da educação em todos os níveis.
Há, portanto, um papel fundamental dos governos nesse esforço indispensável pela produtividade. Podemos criticá-los e devemos cobrá-los nesse sentido. Mas podemos fazer muita coisa dentro de nossas empresas, com os processos certos e as pessoas certas.
Aprendi na minha vida que fazer traz muito mais resultado do que esperar e criticar. A corrida da produtividade já começou, e quem sair na frente terá mais chance de chegar lá.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

"No amor e na vingança nada é tão bárbaro quanto a mulher"


UOL, 02/04/2014

Condenada por mandar cortar o pênis do ex-noivo em MG, médica é presa em SP

 
Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte


A médica Myriam Priscilla de Rezende Castro, 34, condenada por mandar corta o pênis do ex-noivo
A médica Myriam Priscilla de Rezende Castro, 34, condenada por mandar corta o pênis do ex-noivo


A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu nesta terça-feira (1º), no interior de São Paulo, uma médica que havia sido condenada a seis anos de prisão em regime semiaberto por ter mandado cortar o pênis do ex-noivo, que desistiu do casamento com a mulher três dias antes da cerimônia. O crime ocorreu em 2002, na cidade de Juiz de Fora (278 km de Belo Horizonte).
Segundo a polícia, Myriam Priscilla de Rezende Castro, 34, preparava-se para ir ao trabalho quando foi presa na porta de um condomínio de luxo na cidade de Pirassununga (a 211 km de São Paulo). Contra ela, havia um mandado de prisão expedido pela Justiça no final do ano passado.
Segundo o delegado Rômulo Guimarães Dias, responsável pela prisão, ela reagiu de maneira tranquila à abordagem feita pelos policiais.
Myriam foi condenada em abril de 2009, mas não foi presa em razão de recursos impetrados por seu advogado. Em janeiro de 2013, a sentença transitou em julgado. A demora na expedição do mandado de prisão, segundo a defesa da médica, ocorreu porque o caso estava em Brasília, no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O órgão remeteu a decisão para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais que, por sua vez, remeteu à Justiça de Juiz de Fora.


O crime

Conforme a investigação, na época do rompimento feito pelo então noivo, a médica teria se revoltado, passando a ameaçar a vítima, que chegou a ter a casa e um carro incendiados pela mulher. De acordo com a polícia, ela é de uma família tradicional da cidade mineira.
Em seguida, com a ajuda do pai, atualmente com 76 anos, a médica teria contratado dois homens para praticar a mutilação no ex-noivo, de acordo com a polícia.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que, no dia do crime, o homem estava em companhia do irmão, que chegou a desmaiar após os acusados terem atacado a vítima.
"Os executores usaram uma faca para cortar o pênis do rapaz e fizeram questão de dizer que estava agindo a mando da ex-noiva e do pai dela na ocasião", segundo nota publicada pela assessoria de imprensa da polícia.
A vítima sobreviveu ao ataque e atualmente vive de maneira anônima, segundo a polícia. No processo, não há cadastro de advogados em nome dele.
Após o episódio, a médica se mudou para Barbacena (173 km de Belo Horizonte). No final de 2013, ao fim do processo e a consequente condenação por lesão corporal gravíssima, a mulher foi para Pirassununga, segundo a polícia.
Após a prisão, que contou com a participação de policiais de São Paulo, ela foi levada para Belo Horizonte. Conforme a assessoria, a condenada será transferida para Juiz de Fora.



Recurso

O advogado Marcelo José Cerqueira Chaves, sócio do escritório que defende a médica, informou ao UOL que a cliente e o pai dela são inocentes. Ele disse já ter entrado com um pedido de revisão no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) após, segundo ele, o surgimento de uma prova nova.
"Como surgiu uma prova nova. Nós aqui do escritório entramos com um pedido de revisão criminal para ela. Essa revisão já tramitou e vai ter um julgamento no próximo dia 14 deste mês. A pretensão nossa é a absolvição da Myriam", afirmou.
O advogado disse ter o testemunho de um dos executores da mutilação, que também foi condenado, isentando a médica das acusações contra ela.
"O executor do crime voltou atrás e apresentou uma nova versão dizendo que, na realidade, nem a Myriam nem o pai teriam envolvimento nesse crime", declarou.
Conforme o advogado, no entanto, o homem afirmou que por enquanto não vai revelar quem seria o real mandante do crime.
"Ele falou que só vai declarar esse nome quando o processo for instaurado novamente", disse.
Chaves ainda informou que o pai da médica cumpre pena em regime de prisão domiciliar em razão de ter sofrido um AVC.


Uma elite que não se emenda

Conversa Afiada, 02/04/2014

   

Aécio bomba no Glamurama !





Armínio Naufraga, o candidato e o produtor de vácuo:
os que votam com o estômago vão adorar ver essa foto
(Foto: Paulo Freitas)

Como se sabe, João Dória é um legítimo representante do moderno empreendedorismo paulista: ele produz vácuo.
Ele promove encontros.

Seminários pontualísssimos – é a sua marca registrada.

Networking.

Tudo com glamour, claro !

É o que demonstra essa publicação especializada:


Olho vivo: João Doria Jr. recebe cúpula do PSDB em jantar em São Paulo

Como disse o Cesar Maia, enquanto o Aécio acreditar no Príncipe da Privataria – e que sucesso nos convescotes do João Dória dá voto … – a Dilma pode ficar tranquila.

Sobre esse notável evento das colonas sociais – o Brasil é o único lugar do mundo em que jornal ainda tem colona social, com exceção do The Evening Standard, editado em Jekaland, Texas, o Fernando Brito escreveu peça exemplar:

(Sobre a observação de André Esteves a respeito dos “: que votam com o estômago”, cabe observar que há os que votam com o bolso -  com o bolso alheio, o do contribuinte.)

O “novo” Aécio é a volta do Brasil de sempre. O da senzala social



A “coluna social” de Monica Bérgamo, na Ilustrada da Folha de hoje é um retrato sem retoques do que representa Aécio Neves.

Representa Fernando Henrique Cardoso, nada mais, nada menos.

Leia.

É uma visão dantesca do Brasil que, tomara, tenha ficado sempre para trás.

O Brasil governado para o capital.

Não para o povo.

Não para “os que votam como o estômago”, como diz o banqueiro André Esteves.

Esta gente que tem o estranho desejo de comer todo dia, desatenta ao fato de que sempre foi preciso que passasse fome para que os salões do nosso capitalismo brilhassem.

“Esgotou (-se) a capacidade de crescer pelo consumo (da população).”

É como se dissessem: “chega, você já tiveram o que merecem, acabou o recreio, voltem para a senzala social”.

Sonham com a “reconquista” do Brasil, porque não querem o povo brasileiro como parceiro de seu sucesso, mas como uma massa de servos de seus empreendimentos.

Uma elite que não se emenda, que nem mesmo tendo visto do que este país é capaz quando é um só, não aceita os pobres, os negros, os mestiços, o povão senão ali, nas caras telas de Di Cavalcanti penduradas na parede da mansão.

Eles são lindos assim: imóveis, passivos, decorativos.

“Estou preparado para as decisões necessárias, por mais que sejam impopulares”, garante Neves, e um empresário traduz: aumentar as tarifas públicas.

Não o dirá aos que votam com o estômago, mas que importa? Pois se podem deixados sem comer, o que é deixá-los sem saber? Eles não estão aqui, senão nos servindo canapés e não entendem o que se diz.

Não vão saber, como não saberão que será vendido o que sobrou do período Fernando Henrique e o petróleo que depois dele se encontrou.

Os negros, os mulatos, os pobres dos quadros de Di Cavalcanti tudo ouvem, porém, nas paredes da mansão.

Fugiriam das telas, se pudessem, para dizer aos seus iguais, de carne e osso o que dizem os “sinhôs”.

Não podem, mas nós podemos.

O que se vai enfrentar nas eleições não é uma decisão sobre o futuro.

É um fantasma do passado.

Clique aqui e leia a coluna (*) de Monica Bérgamo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

50 anos do Golpe Militar de 1964



 
50 anos do Golpe Militar de 1964
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Carta Maior, 30/03/2014

 

O golpe de 64 e a modernização conservadora


Por Paulo Kliass



Passado meio século do golpe de primeiro de abril, as reais motivações e consequências da tomada de poder pelos militares ainda estão por serem pesquisadas e analisadas em toda a sua amplitude e profundidade. A derrubada de um governo democraticamente eleito e a instalação de um regime ditatorial representou, entre muitos outros aspectos, o lançamento das bases para a tentativa de construir um modelo mais eficiente para o processo de acumulação capitalista em nosso País.

Esse movimento pode ser mais bem compreendido caso seja analisado sob a perspectiva da chamada modernização conservadora. É inegável que os anos 50 e 60 representavam um momento histórico marcado por uma intensa disputa política entre diferentes projetos para o futuro da sociedade brasileira. Assim, o desfecho pela via da movimentação de tropas e pela violenta repressão aos opositores do retrocesso abriu o caminho para a implementação do projeto das forças conservadoras, dos setores mais à direita de nossa sociedade, aqueles vinculados de forma íntima ao capital financeiro e internacional.

Ao fazer terra arrasada do respeito às regras democráticas e institucionais, os governos militares chamaram para o comando da economia as figuras que mais bem representavam os interesses de amplos setores do capital, aqueles que se opunham às reformas de base e trabalhavam abertamente pela derrubada do Jango. Dentre as personalidades mais emblemáticas - e que ocuparem postos de destaque nas equipes de governo - estavam Roberto Campos, Delfim Netto e Mario Henrique Simonsen.

Campos, Delfim e Simonsen: a essência conservadora

“Bob Fields”, como era conhecido o embaixador de Jango em Washington, foi rapidamente chamado para ocupar o Ministério do Planejamento pelo Marechal Castelo Branco, logo depois de consolidado o golpe. Sua articulação com os representantes do sistema financeiro no além-mar facilitaram o processo de internacionalização da economia brasileira. O professor da USP Delfim Netto abriu pontes essenciais com o empresariado paulista e consolidou a estratégia do chamado período do “milagre brasileiro”. O carioca Simonsen permitiu o fortalecimento dos laços com a nata do monetarismo ortodoxo, em grande parte abrigada no interior da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro. A presença dos três quadros do conservadorismo confirmava a natureza do novo regime e oferecia a “tranquilidade” necessária aos investidores internacionais.

Um conjunto importante de mudanças institucionais foi levado a cabo a partir da tomada do poder pelos golpistas. Tratava-se de construir os alicerces do edifício do capitalismo financeiro e de ampliar os espaços para a acumulação de capital, pelos mais variados setores e por todo o território nacional. Uma das primeiras medidas foi a revogação da limitação da remessa de lucros ao exterior. Carregada de forte simbolismo político, a medida de agosto de 1964 oferecia às empresas multinacionais aqui instaladas, aos investidores e ao financismo internacional a justa medida de como seriam, a partir de então, tratadas as novas relações econômicas e comerciais com o resto do mundo.
Pelo lado do sistema financeiro, outras decisões foram tomadas. Em dezembro de 1964 foi criado o Banco Central, uma autarquia federal que passaria a operar já no ano seguinte. Com isso, deu-se a retirada das funções de autoridade monetária que eram atribuídas, até então, a uma área do Banco do Brasil - a poderosa Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC). Em 1965, uma nova lei passa a consolidar o funcionamento das bolsas de valores e do mercado de capitais de forma mais ampla. A intenção era tornar as praças daqui mais contemporâneas das operações realizadas no mundo desenvolvido.

BC, BNH, FGTS, ORTN e outras siglas para o capital

Ainda na área de modernização financeira, foi criado o Banco Nacional da Habitação (BNH), para se ocupar de um grande movimento para construção de moradias. A base de financiamento desse expressivo salto à frente do setor da construção civil veio com o modelo da “caderneta de poupança” (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE) e o modelo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O estímulo a esse tipo de poupança oferecia às instituições financeiras um volume expressivo de recursos a custos reduzidos, ao passo que o FGTS (administrado pelo BNH) veio no vácuo criado pela eliminação da estabilidade no emprego, tal como prevista na legislação trabalhista até o golpe. Pelas novas regras, o trabalhador perdia o direito a um salário por ano trabalhado, que teoricamente seria compensado pelo recolhimento mensal, a ser efetuado pelas empresas, equivalente a 8% de sua remuneração.
A recuperação da capacidade fiscal do governo ocorreu por meio da aprovação do novo Código Tributário Nacional em 1966 e pela introdução da grande inovação da chamada “correção monetária”. O novo sistema de tributos estabelecia um modelo marcado por sua profunda regressividade, de forma que as rendas elevadas, o patrimônio e o capital eram menos atingidos do que os rendimentos do trabalho. Além do aumento de sua capacidade de arrecadação, o governo avançou pelo lado da oferta de títulos da dívida pública.

Assim, foram lançadas as Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTNs). A correção monetária foi concebida como mecanismo de recuperação da credibilidade das aplicações financeiras, em razão das perdas provocadas pela inflação. Assim, os novos títulos emitidos pelo Tesouro passavam a assegurar aos investidores uma remuneração que seria composta pela taxa de juros e acrescida de uma correção baseada na inflação do período. Ali estava lançada a semente do processo generalizado de indexação, que viria a se espalhar por todos os setores de nossa economia a partir de então.
Endividamento externo e fragilidade interna

No pacote de busca de estabilidade, o viés monetarista orientou a reforma do padrão da moeda ainda em 1967. O cruzeiro foi substituído pelo “cruzeiro novo”, com a troca de cada mil unidades antigas por uma unidade da nova moeda. No entanto, essa mudança não foi suficiente para impedir a continuidade do processo inflacionário, que se manteve firme no período que se seguiu. Assim, um novo plano de estabilização ocorreu em 1986, quando novamente o padrão monetário foi alterado com o advento do cruzado.

Um dos principais pilares para alavancar o crescimento econômico a partir de 1964 foi o recurso ao endividamento externo. O setor público foi largamente utilizado para esse propósito, assim como as empresas privadas também foram estimuladas a tomar empréstimos em dólares norte-americanos. Essa opção embutia uma forte fragilidade para as operações de longo prazo. A partir do final da década de 1970, com a elevação das taxas de juros no mercado internacional, a dívida externa brasileira começa a apresentar sua fatura. Com o aumento dos preços do petróleo a crise do setor externo se torna mais aguda e 1982 representa um ponto de ruptura. Recessão, desemprego, desvalorização cambial. É um componente a mais no processo de desgaste político do regime militar, já em ritmo de abertura, e que desembocará na luta pelas diretas em 1984, na eleição de Tancredo Neves e na nova Constituição em 1988.

A política econômica desenvolvida durante a ditadura deixou marcas severas. O poder de compra dos salários foi bastante reduzido ao longo de período: seja pela repressão direta sobre o movimento sindical, seja pela tutela estabelecida sobre a justiça do trabalhista, seja pela corrosão provocada pela inflação persistente.
A concentração de renda também observou uma tendência de recrudescimento a partir de 1964. Uma das medidas utilizadas para aferir esse tipo de desigualdade - o chamado índice de Gini – sofreu elevação sistemática entre as décadas de 1960 e 1990, só vindo a apresentar alguma melhoria a partir do Plano Real. O recurso retórico que ficou bastante conhecido durante a ditadura militar foi eternizado por Delfim Netto. O então todo-poderoso ministro dizia que era necessário “primeiro fazer o bolo crescer, para depois reparti-lo.”
Apesar de todo o esforço exportador da época da ditadura, as respostas da Balança Comercial não foram tão promissoras. Ela sai de um superávit de US$ 340 milhões em 1964 e atinge um déficit de US$ 2 bilhões em 1980. A reversão desse quadro só ocorre em 1984, quando as exportações voltam a suplantar as importações. Além disso, a situação nas Transações Correntes é ainda mais grave.

Nesse caso, são computadas as despesas financeiras e de serviços nas relações internacionais. O superávit de US$ 81 milhões em 1964 se transforma em déficit de US$ 16 bilhões em 1982. O Brasil recorre a um acordo com o FMI para reverter essa debilidade e suas conseqüências foram um aprofundamento ainda maior da crise.

A elevação dos valores da dívida externa foi assustadora. Ela sai de um patamar de US$ 3 bi em 1964 e atinge a marca de US$ 102 bi em 1984.
E um elemento que oferecia mais preocupação foi a baixa capacidade do país em acumular reservas internacionais. Elas saíram de US$ 240 milhões em 1964 para US$ 12 bilhões. Assim, uma das principais marcas do modelo de política econômica foi a drenagem de recursos para pagar os compromisso da dívida externa contraída. A vulnerabilidade do setor externo foi uma herança bastante negativa para os períodos que se seguiram.

“A economia vai bem, o povo vai mal”

Outro elemento que se deteriorou ao longo dos 20 anos do regime golpista foi justamente o crescimento dos preços. Não obstante o discurso oficial das sucessivas equipes econômicas estar sempre focado no controle da inflação, o fato concreto é que houve uma evidente incapacidade em promover tal estratégia. O índice oficial de 1964 havia sido de 70%, mas em 1984 a inflação superava a barra dos 210%. Era o período que antecedia os difíceis anos que viriam na sequência, com a espiral hiperinflacionária e os sucessivos planos de estabilização que se seguiram ao Plano Cruzado.

A política econômica encerrava, portanto, os elementos de modernização e de atraso. Para o processo de produção e ampliação dos ganhos das empresas, as políticas públicas se encarregavam de oferecer o que de mais atual e eficiente existisse no estado das artes do capitalismo internacional. para os trabalhadores e para a maioria da população brasileira, o quadro era de aprofundamento da miséria e da desigualdade social e econômica. Uma frase atribuída ao General Presidente Medici, durante a época do chamado milagre, reflete bem essa aparente contradição: “a economia vai bem, mas o povo vai mal”.
   

(*) Doutor em economia pela Universidade de Paris 10 (Nanterre) e integrante da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, do governo federal.


 





Carta Maior, 01/04/2014 
    

Jango: notas para uma retificação histórica


Por Wanderley Guilherme dos Santos

 


Entre as retificações indispensáveis dessa história cinquentenária encontra-se o papel atribuído a João Goulart que, primeiro vice-presidente foi, depois, presidente da República. Perseguido pela direita, e atropelado pelas esquerdas, em vida, tem sido vilipendiado, estando morto. A primeira linha de fogo atira em sua denunciada atração por mulheres e cavalos. Ora, bem, e daí? As pessoas são atraídas por certos prazeres e repelem outros. Não consta que consumisse drogas ou fosse submisso ao álcool, prazeres que outras personalidades usufruem habitualmente sem que tenham o juízo prejudicado. Dizem que apreciava coristas, mas outros, mais recentes, preferiam as jornalistas. O que isso tem a ver com o Plano Real, por exemplo, ou com o Plano de Metas de Juscelino. François Mitterand, como se dizia no Nordeste, tinha casa montada para a amante e a família Kennedy fez da Casa Branca um romântico aconchego para belas atrizes, mas seria risível atribuir-se a essa particularidade o desastre kennedyano da Baía dos Porcos ou à vodka de Nikita Kruschev a crise dos mísseis em Cuba.
A incorreção metodológica de derivar atitudes públicas de preferências ou atributos privados é da essência do racismo, da discriminação. E confundir o tamanho da crise do período 61-64 com os hábitos peculiares de Janio Quadros ou com atribuídos traços psicológicos de João Goulart só passa em branco em período de histeria retrospectiva.

A permanente crítica da direita era redundante: Jango pretendia entregar o País aos comunistas, espelhando-se na Revolução Cubana. O desagradável fato de ser João Goulart um estancieiro se apagava, na propaganda direitista, diante de seu caráter supostamente influenciável e de sua incompetência. Que esta vulnerabilidade a pressões externas tenha sido negada por sua resistência a ordenar o bombardeio de tropas rebeladas, conforme consta dos depoimentos, também é coberta pela presumida e fatal hesitação do Presidente João Goulart.

Nesta toada juntam-se as vozes da atual direita, de parte das esquerdas do momento, e o que restou de ambas do passado. O intervalo temporal serve de cúmplice para a excomunhão do ex-presidente a ele se conferindo total responsabilidade pelo sucesso do golpe de 64. Se o presidente fosse outro, diz-se, a direita não teria vencido. O argumento é confortável, especialmente porque não se pode demonstrar que é falso. É impossível reescrever capítulos e substituir João Goulart por... por quem?

O vilipêndio de João Goulart serve de esconderijo para o rosário de irresponsabilidades, erros de análise e bravatas retóricas das esquerdas de então em alucinada competição para alcançar o pódio do radicalismo revolucionário. Siglas que não correspondiam a nenhuma força social efetivamente organizada como, entre várias, o Pacto de Unidade e Ação, a absoluta fraude em que se desagregaram as Ligas Camponesas, com reivindicações e ameaças que eram incapazes de sustentar, grifes revolucionárias de fantasia, tal como o Comando Geral dos Trabalhadores Intelectuais (CGTI), cópia de outra fantasia, o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), tudo fica dissimulado pela repetida acusação de que Goulart manifestava a falta de conseqüência da burguesia brasileira. Bastaria pressioná-lo para, através dele, obrigar a burguesia a assumir seu papel hegemônico na pretensa revolução nacional-desenvolvimentista em curso. De nada adiantaram as advertências de que os conservadores podiam pagar para ver, como se diz no pôquer, e o único trunfo com que todos, no fundo, contavam, era o esquema de segurança dos militares nacionalistas comandados pelo Chefe da Casa Militar, General Assis Brasil.
A escalada de reivindicações do campo progressista adquiriu espantosa velocidade, obrigando o Presidente Goulart a sucessivas manobras ministeriais para aplacar as esquerdas sem perder totalmente o apoio do Congresso. Em menos de dois anos de governo, o País teve 6 ministros da Educação, 6 do Trabalho, 5 da Fazenda, 5 das Relações Exteriores, 4 da Marinha, 4 da Guerra e 3 da Aeronáutica. Foram, ao todo, 60 ministros contra 29 durante o período JK. O Congresso aprovava cada vez menor número de projetos apresentados e a coalizão governamental no Parlamento se desmanchava.

Indicador mais dramático da crise, desaparecia a viabilidade de uma coalizão alternativa dada a incapacidade da União Democrática Nacional (UDN), partido líder da oposição, de construir uma coalizão duradoura e sistemática. Sua bancada uniu-se à do PTB para derrotar uma proposta de reforma agrária apresentada pelo Partido Social Democrata (PSD), conservador e da base do governo. Em outra votação, parte da bancada da UDN uniu-se ao PTB e aos integralistas para aprovar projeto de limites à remessa de lucros de companhias estrangeiras para o exterior. Não havia mais consistência nem a favor nem contra o governo.

João Goulart não era um revolucionário. Tampouco era tolo ou tíbio. Ciente de que alguns pretendiam ir além do que seria possível legalmente, na verdade, tomar o poder com mão de gato, manteve o País dentro da legalidade, buscando alcançar seus propósitos de governo sem alterar, por meios ilícitos, as estruturas vigentes.

Em sua última mensagem ao Congresso pedia a alteração na cláusula constitucional dos alistáveis, acrescentado que seriam elegíveis todos os alistados. Ele e Leonel Brizola seriam, então, elegíveis, substituindo a legislação da época. Para a direita, essa era a senha que, no seu entender, prenunciava um golpe de Estado.

Os líderes retóricos da época procuraram as embaixadas e os aviões a partir de 2 de abril. Depois, e até hoje, e seus herdeiros, difamam João Goulart por não autorizar a resistência ao golpe, culpando sua fraqueza e titubeio pelo desenlace da crise. Com o apoio ao golpe de, no mínimo, quatro dos principais governadores estaduais – Minas Gerais, São Paulo, Rio de janeiro e Rio Grande do Sul – a resistência armada provocaria uma guerra civil e, aí sim, a quarta frota americana em passeio pelo Oceano Atlântico prestaria seus serviços. João Goulart rejeitou a proposta.

Como epílogo às 48 horas que submeteriam o Brasil a 21 anos de ditadura, os caluniadores de Jango vilipendiam sua memória ao insinuarem uma sombra de covardia em sua recusa a ordenar a movimentação das tropas. Estranho que os revolucionários de prontidão não tenham se apercebido que o general Mourão Filho não esperou ordem ou permissão para marchar de Juiz de Fora, que o comandante do IV Exército tenha prendido por conta própria o governador de Pernambuco, Miguel Arraes, e que os tanques que deveriam defender a Vila Militar, no Rio de Janeiro, tenham se dirigido autonomamente ao Palácio Laranjeiras para proteger o governador Carlos Lacerda. Muito obedientes à hierarquia os nossos revolucionários...